Haiti: Um mês agonizando sob os escombros e uma situação caótica
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Haiti: Um mês agonizando sob os escombros e uma situação caótica




Imagem capturada na Internet (Google)



Com os problemas de saúde de minha mãe, as idas a UTI e ao quarto, inclusive, dormindo e ficando em outros horários com ela (revezamento com as minhas irmãs e sobrinha Fernanda), muitos tópicos deixei de postar, apesar de estar acompanhando, parcialmente, as mídias.

Um deles foi a situação, ainda caótica, do Haiti após mais de um mês do grande terremoto, ocorrido no dia 12 de janeiro, que matou 230 mil pessoas, segundo dados do governo.

Triste é saber que este número ainda não é o real, uma vez que o total de mortos ainda pode aumentar, tendo em vista que muitos corpos ainda não foram muitos contabilizados.

No número total de mortos divulgado pelo Governo do Haiti não consta os corpos enterrados por funerárias privadas em cemitérios privados e nem as vítimas enterradas pelas suas respectivas famílias.

De acordo com o Relatório do Centro de Pesquisas sobre Epidemiologia de Desastres, encomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o número de mortos por consequência do terremoto no Haiti supera o total de óbitos causados pelo tsunami de dezembro de 2004, que matou cerca de 220 mil pessoas no sudeste asiático. Outra tragédia difícil de ser esquecida e marcada pela dinâmica interna da Terra.

A situação no Haiti continua caótica, muitos desabrigados, falta de alimentos, registros de violência (por diversos motivos), temor por epidemias, pela chegada do período das chuvas, prédios sob riscos de desabamento, entre outros.

Estima-se que cerca de 500 mil pessoas fugiram de Porto Príncipe, capital do país, após o terremoto.

E, se já não bastassem os problemas sócio-econômicos do país, considerado o mais pobre de todo o continente americano, e de toda a situação caótica vigente, pós-terremoto, um outro caso chamou a atenção das mídias: a tentativa de sequestro de 33 crianças haitianas por um grupo de religiosos.

O grupo formado 10 americanos (cinco homens e cinco mulheres), ligado à Organização Beneficente New Life Children?s Refuge, Entidade religiosa do Estado de Idaho (EUA), foi preso próximo à fronteira do Haiti com a República Dominicana sob a acusação de tráfico infantil.

Alegando inocência e justificando o ato em si, como solidariedade, o grupo afirmou que as crianças eram órfãs (os pais teriam morrido no terremoto) e estavam sendo encaminhadas para um orfanato na República Dominicana.

O fato é preocupante, visto que a situação pós-terremoto facilita tais ações e, também, porque o tráfico infantil já era uma prática no país, antes do último terremoto.

Daí, as medidas baixadas e maior controle por parte do governo a respeito da adoção de crianças, após o grande abalo sísmico. Todas adoções solicitadas e precisam ser aprovados pelo governo.

As autoridades locais, como representantes da ONU acreditam que a reconstrução do Haiti vai durar uma década. Sabemos que as ajudas humanitárias não param de chegar de diversas partes do mundo, embora ainda se mostrem insuficientes.

O G-7, Grupo dos 7 países mais ricos do mundo, formado pelos EUA, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, França e Itália já cogitou perdoar a dívida do Haiti, a fim de contribuir com a recuperação do país.

Esperamos que sim! Mas, não podemos esquecer que a localização geográfica da ilha Hispaniola, que abrange o Haiti e a República Dominicana, induz a uma situação de grande instabilidade tectônica, ou seja, ela não está livre de novos terremotos.



Fonte: BBC Brasil





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