Luta contra a plasticomania ganha força na Europa
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Luta contra a plasticomania ganha força na Europa



Em maio, a Organização das Nações Unidas (ONU) publicará novo relatório assinalando que os efeitos da mudança climática serão ainda mais graves do que os especialistas haviam previsto. Não restam mais dúvidas de que o futuro chegou. Nossa ânsia consumista antecipou o desgaste do meio ambiente em muitos séculos e não há como se omitir de ações que evitem a catástrofe que se desenha. Urge abolirmos completamente o uso dos sacos plásticos.


Desde a década de 1980, tudo o que é comprado no supermercado, na farmácia ou na venda da esquina já é automaticamente embalado. E nos tornamos dependentes. A matéria-prima dessas sacolas é o plástico filme, a partir do polietileno de baixa densidade (PEBD). No Brasil, anualmente, são produzidas 210 mil toneladas de plástico filme, que representam 9,7% de todo o lixo do país. Jogados nos bueiros, esses sacos entopem as redes de esgoto (causando enchentes) e dificultar a compactação e decomposição dos detritos nos lixões. Ademais, não são biodegradáveis, levando até 400 anos para desaparecerem no meio natural. São feitos daquilo que a ciência orgulhosamente chama de ?moléculas inquebráveis?.



Não bastasse, milhares de animais marinhos, incluído tartarugas em vias de extinção, todos os anos morrem sufocados com sacos plásticos confundidos com comida. A luta contra a ?plasticomania? que assola o planeta (500 bilhões de sacos plásticos produzidos anualmente) ganhou importantes aliados entre governos europeus. Na Alemanha, por exemplo, quem não anda com sua própria sacola a tiracolo é obrigado a pagar uma taxa extra pelo uso dos sacos plásticos nas lojas; na Irlanda, desde 1997, se paga um imposto de nove centavos de libra por uma sacola de plástico (plastax), o que provocou a diminuição de seu consumo em 90% e permitiu angariar fundos para projetos de gestão de lixo. Já no Reino Unido, uma rede de supermercados atraiu a atenção dos consumidores com uma campanha ecológica original, de oferecer seus produtos embalados em plástico que se decompõe 18 meses depois de descartados. Esse material, mesmo sem contato com a água, serve de alimento para microorganismos presentes na própria natureza.



No Brasil, a questão caminha a passos tímidos. O estado do Paraná quer aplicar lei de crime ambiental contra supermercados que não adotem alternativas ao uso de sacolas plásticas. A discussão ganhou corpo em Maringá e Curitiba, com programas que prevêem a substituição de sacolas plásticas por sacos de lixo biodegradáveis ou retornáveis. Há pouco menos de 30 anos, as pessoas usavam sacolas de lonas ou de palha para fazer a feira e as farmácias embalavam remédios com singelos, mas recicláveis, pacotes de papel. Depois, a praticidade do plástico tomou conta de tudo, mas nem por isso nos tornamos mais felizes.




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